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Fórum de Teologia debate direitos humanos, justiça e paz

Sao Leopoldo, Brasil/ALC, por Edelberto Behs

Líderes religiosos, docentes, representantes de organizações sociais e comunidade acadêmica, se reuniram nesta cidade para o Fórum de Teologia "O direito à vida plena", proclamaram o respeito à dignidade da pessoa como pressuposto básico para a defesa dos direitos humanos. O encontro foi coordenado pelo professor da Escola Superior de Teologia (EST), pastor Roberto Zwetsch, e integra um conjunto de seminários preparatórios à Assembléia Geral do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), agendado para fevereiro de 2007, em Buenos Aires, Argentina

Encarregado de dissertar sobre os direitos humanos a partir de uma perspectiva bíblico-teológica, o pastor luterano Ervino Schmidt destacou que a sociedade está desafiada a zelar pela vida. "Radicalizamos a noção de direitos humanos a partir da confissão de que o ser humano foi criado à imagem de Deus", anotou.

Schmidt argumentou que o conceito de dignidade humana abrange não só os direitos individuais, mas culturais, sociais e ambientais. O pastor enalteceu a realização das Campanhas da Fraternidade Ecumênica 2000/2005 como esforços "decisivos" das igrejas na promoção dos direitos humanos e da cultura da paz.

Representante do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Edmilson Schinelo definiu a militância pelos direitos humanos como um ato de coragem e considerou imprescindível a superação do medo no que diz respeito à efetivação de denúncias públicas. Quem viola os direitos humanos não mede o que faz, frisou.

O advogado Jacques Alfonsin disse, no Fórum, que o respeito à dignidade humana é conteúdo essencial para a garantia dos direitos humanos fundamentais como saúde, alimentação, moradia e educação. "A dignidade é afirmada a partir do momento em que os direitos fundamentais são respeitados e constitui elemento nuclear do Estado Social", pontuou.

Mestre em Direito, Alfonsin argumentou que a legislação brasileira não reconhece na pobreza dos grupos sociais minoritários uma violação aos direitos humanos. "Vemos exércitos defendendo a propriedade privada, mas não vemos ninguém lutando pela dignidade dos invasores", criticou.

Ao debaterem experiências de ações solidárias em favor da justiça e da paz, a representante do Centro Ecumênico de Evangelização, Capacitação e Assessoria (CECA), pastora luterana Romi Márcia Bencke, expôs no Fórum algumas linhas de ação da entidade. "Nossa linha de ação número um objetiva estimular e despertar a consciência crítica para a intervenção social, e contribuir para o fortalecimento da organização popular", frisou.

A pastora da Igreja Presbiteriana Unida, Sônia Gomes Mota, falou do trabalho do CECA no fortalecimento e ampliação das articulações sócio-transformadoras, buscando uma rede que possibilite o apoio e a promoção de atividades conjuntas em torno dos temas ecumenismo, gênero e direitos humanos.
 

 

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