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Consejo Latinoamericano de Iglesias - Conselho Latino-americano de Igrejas |
Doença e cura nas práticas indígenas guaranisSao Leopoldo/ALC As doenças disseminadas pelos imigrantes espanhóis na Província Jesuítica do Paraguai, nos séculos XVII e XVIII, obrigaram os índios Guarani a uma reformulação de suas atitudes diante da doença e da morte. A constatação é da historiadora Eliane Cristina Fleck, que ministrou palestrano Instituto Humanitas, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), desta cidade. A introdução e a propagação de doenças como a gripe, febre amarela, tifo, cólera, sífilis, lepra e tuberculose, não só debilitaram como também desorganizaram as populações indígenas da região, que até então eram extremamente saudáveis e só conheciam a velhice como doença, disse a professora. Baseada nos registros das Cartas Ânuas da época, Eliana Fleck argumentou que a cura era considerada entre os missionários jesuítas um meio eficaz de domesticar os indígenas, que acreditavam na origem mágica e sobrenatural da enfermidade. As cartas revelam que os missionários condenaram e resistiram à utilização de ervas, resinas e bálsamos indígenas, limitando-se aos escassos remédios europeus, sublinhou. Contudo, a experiência dos missionários na região acabou por comprovar a eficácia das práticas curativas indígenas, quando religiosos e xamãs começaram a travar disputas de saberes e poderes pelo controle das doenças e pela manipulação das curas e não-curas. Doutora em História, Eliana Fleck enfatizou que sonhos, visões, rezas, ervas e sopros até então considerados como práticas diabólicas quando executadas pelos xamãs viriam a ser aplicados, com justificativa religiosa cristã, pelos missionários. Estes também acabaram por fazer intervenções mágico-curativas, revelou. Na avaliação da estudiosa a modificação na conduta dos missionários frente às práticas de intervenção curativa não pode ser interpretada como algo contraditório, mas sim como reflexo da riqueza da interação entre culturas distintas.
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El Consejo Latinoamericano de Iglesias es una organización de iglesias y movimientos cristianos fundada en Huampaní, Lima, en noviembre de 1982, creada para promover la unidad entre los cristianos y cristianas del continente. Son miembros del CLAI más de ciento cincuenta iglesias bautistas, congregacionales, episcopales, evangélicas unidas, luteranas, moravas, menonitas, metodistas, nazarenas, ortodoxas, pentecostales, presbiterianas, reformadas y valdenses, así como organismos cristianos especializados en áreas de pastoral juvenil, educación teológica, educación cristiana de veintiún países de América Latina y el Caribe. |
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