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Mãos Dadas reúne organizações parceiras em favor da infância
Campinas, Brasil. Abril 3 e 4, 2007.
Reunidos para o diálogo e ações conjuntas, organizações cristãs defendem os direitos das crianças em encontro em São Paulo. Estratégias para sensibilizar as igrejas foram amplamente discutidas.
Desenvolver uma teologia na perspectiva da criança, metodologias que reconheçam e garantam os direitos a partir das idiossincrasias dessa faixa etária, e promovam a participação infantil nos cultos e na vida comunitária, foram os temas presentes no Encontro Anual de Parceiros da Revista Mãos Dadas, realizado em Campinas, nos dias 3 e 4 deste mês.
O evento é preparatório para o 12º Mutirão Mundial de Oração por Crianças e Adolescentes em Situação de Risco, que acontece em junho. Na última edição participaram cerca de 60 mil pessoas de todo o Brasil. A iniciativa do mutirão é da Viva Network, organização que mobiliza uma rede mundial de ministérios cristãos à serviço da criança e do adolescente.
As estatísticas assustam. Na América Latina 4 milhões de crianças têm desnutrição e 6 milhões de meninos e meninas são vítimas de violência. Estima-se que 100 milhões de crianças vivem e trabalham nas ruas, de acordo com o documento da Rede Viva baseado em dados da Unicef.
A proposta da Revista Mãos Dadas é formar e informar os agentes sociais que lutam pela dignidade das crianças brasileiras. O número de exemplares chega aos 35 mil e a revista que nasceu há 6 anos é mantida por uma aliança de várias organizações. “Em geral a vida de uma publicação regular não chega aos 5 anos”, revela Klênia Fassoni da editora Ultimato que integra o conselho editorial. Uma das estratégias da revista é chegar aos conselhos tutelares de todo o país para que conheçam ferramentas e recursos de desenvolvimento.
Os olhares para o futuro e a reflexão de que o grupo de Mãos Dadas tem um compromisso enorme em um tempo marcado pelo vazio foi expresso nas palavras de Key Yuasa, pastor da Igreja Holiness. “Precisamos continuar no trabalho do Senhor”, afirmou ele, em referência ao ministério de Cristo que tem nas crianças a centralidade.
A urgência do tema está intimamente relacionado com o papel da mulher na sociedade. De acordo com o relatório Situação Mundial da Infância, publicado em 2007 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância. Se a mulher participa da tomada de decisões as crianças têm maiores chances de freqüentarem a escola e de não sofrerem abuso sexual.
Por Thiago Machado
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