Proclamar Libertaçao -
Auxílios para o anúncio do Evangelho.
É uma coleçao que vem desde 1976, como fruto de um trabalho de mutirao, do qual participa muita gente do Brasil e da América Latina. O trabalho exegético, a reflexao, os subsídios litúrgicos, sao contribuiçoes para a preparaçao do culto, dos estudos bíblicos e de outras celebraçoes na vida comunitária.
Editado pela da
ROMANOS 1.1-7 - MATEUS 1.18-25
ISAÍAS 7.10-16 Olmiro Ribeiro Júnior
Que o amor de Deus que supera todo o entendimento, encarnado
na manjedoura de Belém, trazendo paz ao mundo e consolo na comunhão
do Espírito Santo, esteja com você.
1 Introdução
Estamos chegando ao último Domingo de Advento. O Natal está chegando,
e com ele as reuniões e festividades familiares. O tempo de preparação
para a chegada do menino da manjedoura termina, e a estrela começa a
brilhar de novo.
Nesse contexto de reuniões e festividades, os textos bíblicos trazem
algo que deveria ser fundamental para qualquer tipo de comunhão, principalmente
a comunhão mediante a fé: o falar, dialogar, ouvir.
Os três textos previstos para este domingo enfatizam o falar de Deus
com a humanidade, o seu povo, sua família.
Na Carta aos Romanos 1.1-7, o apóstolo Paulo traz uma saudação clássica,
revelando seu chamado por Deus para testemunhar o evangelho de Jesus
Cristo, ressuscitado para todos os gentios. O que os profetas anunciaram
a respeito do Messias cumpriu-se em Jesus Cristo.
No Evangelho de Mateus 1.18-25, Deus fala com José por meio de um
sonho, declarando que ele não foi traído por Maria, mas agraciado por Deus
com o nascimento do Messias. Jesus é o salvador do povo de Deus.
O profeta Isaías manifesta a fala de Deus ao rei Acaz: a segurança de
Judá está em Deus e não em alianças políticas com os assírios. Acaz não
ouve a voz de Deus e nem acolhe o sinal do Emanuel.
Percebemos sucintamente que Deus fala com seu povo por intermédio
dos profetas, do nascimento na manjedoura e na vivência comunitária das
primeiras comunidades cristãs. Deus também fala conosco de forma clara a
partir do menino da manjedoura: Jesus Cristo, o Emanuel.
Quem tem ouvidos para ouvir ouça...
2 Labor exegético
2.1 – O livro do profeta Isaías
“Quem pode duvidar da importância deste livro profético? É o primeiro e o mais extenso,
foi o mais influente na tradição judaica e cristã, é o que tem a mais sublime linguagem
poética e simbólica, o que deixou textos imortais na liturgia, o que tanto contribuiu
para manter a esperança dos que sofrem. Para os cristãos, é também o que ‘configurou’
o programa profético de Jesus (Lc 4.16-30).” 1
O texto de Isaías 7.10-19 situa-se no Proto-Isaías (1-39), ou Primeiro-Isaías, profeta com atuação em Jerusalém, Judá, no final do século VIII a.C.
Fator marcante do profeta são suas palavras e uma mensagem com forte
crítica à falta de direito e justiça (hebraico: mishpat e sedaqah – cf. 1.21-26;
5.8-24; 10.1-4). São críticas e exortações destinadas às elites governantes na
figura de conselheiros, sábios, funcionários da corte. A arrogância dessas
pessoas e sua participação efetiva no sistema de exploração do povo simples
são os motivos das críticas. O profeta denuncia o desrespeito ao direito dos
pobres e as atrocidades dos poderosos para manter seus interesses. Em resposta,
o profeta anuncia um castigo divino, que pode ser um julgamento de
purificação (Is 1.21-26) ou a invasão do exército assírio (10.5). De qualquer
forma, o Primeiro-Isaías manifesta a marca típica dos profetas desse período
“clássico” da profecia no século VIII a.C.: sendo porta-voz da divindade
Iahweh; aproximando-se dos setores explorados da sociedade; denunciando
crimes e pecados em prática e anunciando um castigo divino, que, em boa
medida, significará exílio, morte, depredação e deportação. O objetivo da
atuação é restabelecer um estado de direito e justiça.
O texto de Isaías 7.10-16 compreende o Bloco do Livro do Emanuel
(Is. 7-12), agrupando as falas proféticas relativas à guerra sírio-efraimita.
2.2 – Contexto histórico
A Palestina e circunvizinhanças estavam amedrontadas com os avanços
dos assírios. No intuito de evitar a dominação, Israel (Efraim) e Síria (Arã)
organizaram uma aliança de fortalecimento e pretendiam agrupar também
Judá, destituindo Acaz do trono. Temendo ser atacado pela aliança de Israel e
Síria, Acaz pede auxílio à Assíria (Tiglate Pileser), abrindo as portas de seu país
para os assírios como corredor. Entretanto, passa a correr o risco de tornar-se
vassalo dos assírios. Nesse contexto de guerra e alianças políticas, Isaías denuncia
a falta de fé e de confiança em Deus por parte da corte de Judá.
2.3 – Contexto narrativo
Observando o texto anterior (Is 7.1-9), descobrimos o desenrolar da trama
da invasão de Judá pela coalizão entre Israel e Síria. Esse evento amedronta
Acaz e o povo de Judá. Isaías e seu filho “Sear Jasub” (Um resto volverá)
tentam aconselhar Acaz a confiar em Deus, na promessa de que Iahweh é
o único Senhor, Fortaleza e comandante de Judá, como fora na época de
Davi. No entanto, Acaz não ouve o profeta e procura auxílio e socorro na
Assíria.
No capítulo 7.10-17, Isaías intervém novamente, declarando a Acaz a
fala de Deus: Somente Deus pode salvar Judá; a Assíria trará mais opressão.
Isaías insiste para que o rei peça um sinal a Deus, seja qual for, mas Acaz
rejeita. Então Isaías anuncia o sinal de Deus mesmo assim: o Emanuel.
2.4 – Análise do contexto de Isaías 7.10-17
V. 10 – Isaías afirma que é Deus quem está falando com Acaz, oferecendo
socorro.
V. 11 – Deus insiste com Acaz para confiar em sua proteção e pedir um
sinal como prova da salvação.
V. 12 – Acaz, com falsa piedade e pensando em seus benefícios, rejeita
o sinal de Deus. Ele sabe que sua família e parte da corte serão privilegiadas
na ocupação pela Assíria. Apenas o povo se tornara vassalo. Assim, prefere
as regalias e os benefícios da aliança com os assírios do que a proteção de
Deus.
V. 13 – Indignado, o profeta revela a desgraça e a opressão que o povo
passará a sofrer com a aliança com a Assíria. Sofrimento e opressão que
também afligem o próprio Deus.
V. 14 – Anúncio do sinal dado por Deus, mesmo com a rejeição de Acaz.
O sinal é o nascimento do Emanuel, o Deus conosco. A profecia revela a
intervenção de Deus em seu reino messiânico. No sentido de algo imediato
como o nascimento do filho de Acaz (Ezequiel); como também ultrapassando
a realidade imediata e anunciando o nascimento de Jesus, o Emanuel, narrado
nos evangelhos (Mt 1.23).
V. 15-17 – Os alimentos revelam a vida nômade, simples do campo.
Dessa maneira, a aliança com a Assíria reduzirá o país a uma organização
social precária e simples. O versículo também pode destacar a vida peregrina
do Emanuel, indicando sua preparação no deserto.
O texto de Isaías 7.10-17 manifesta a intervenção de Deus na salvação
messiânica de seu povo. Essa salvação independe de conchavos e alianças
com interesses politiqueiros, que apenas prometem segurança abaixo de exploração
e opressão. Deus está com seu povo através do Emanuel independente
das estruturas que não o ouvem e que assim exploram e alienam o
povo.
3 Mensagem pastoral
No contexto de final de Advento e de planejamento de viagens, de
preparação de encontros e festividades familiares e comunitárias, necessitamos
questionar se o sinal de Deus – o Emanuel – é lembrado nesses encontros.
O Advento preparou-nos para a chegada do sinal de Deus entre nós?
Jesus Cristo é o sinal, a fala, a presença de Deus entre nós? Será que estamos
ouvindo, acolhendo e reconhecendo sua presença entre nós?
3.1 – O que o texto bíblico traz como lei (libertar do quê?)
No contexto dos três textos bíblicos, eles libertam:
* Da surdez e indiferença humanas para com a voz de Deus. O nãoreconhecimento
da presença, da voz de Deus, que se aproxima oferecendo
socorro e paz.
* Da falsa segurança, das propostas de solução imediatistas e
milagreiras, que beneficiam poucos enquanto exploram e alienam a maioria;
isso devido ao fato de não estar fundamentada na presença de Deus, mas em
interesses “egolátricos”.
* Do não-reconhecimento do sinal de Deus: o Emanuel, em Jesus Cristo,
o Deus com seu povo, em suas lidas e percalços.
* Da falsa piedade, da lógica da aparência e do egoísmo, que não quer
reconhecer Deus conosco como o conforto e a paz aos nossos medos, conflitos
e inseguranças.
* Da celebração consumista do Natal, onde se vendem alegria, paz e
comunhão, esquecendo o menino da manjedoura, que trouxe a verdadeira
paz, comunhão e salvação ao mundo.
* Da falta de preparação, de reflexão de ouvir a voz de Deus anunciando
que o Emanuel está entre nós.
3.2 – O que o texto traz como evangelho (libertar baseado em quê?)
* O sinal do Emanuel cumpriu-se em Jesus Cristo. Deus não está distante,
está entre nós. Com isso, a vida tem esperança, a escuridão tem luz e
a morte, ressurreição.
* A insistência de Deus em relacionar-se com a humanidade. Deus
vem ao encontro de seu povo, mesmo com a sua dureza de coração, indiferença
e surdez.
* O Deus da graça não entra na lógica da opressão, da exploração, que
gera benefícios para poucos e pesar para muitos. Deus salva o seu povo oprimido
mediante o Emanuel.
* Deus fala conosco, está entre nós de forma clara em Jesus Cristo
(Mt 18.20).
* A proteção de Deus foi revelada plenamente na manjedoura de Belém,
declarando que Deus está entre os explorados, esquecidos, marginalizados e
aflitos.
3.3 – O que o texto traz como imperativo (libertar para quê?)
* Reconhecer a fala de Deus, que vem ao encontro de seu povo e, assim,
fortalece a confiança de que Deus está entre nós, consolando. Essa confiança
José teve ao ouvir Deus.
* Ouvir a voz de Deus e tornar-se instrumento do Emanuel ali onde
vivemos, do mesmo modo como agiu o apóstolo Paulo.
* Vivenciar a proteção de Deus, a salvação de Jesus Cristo, como
caminhada diária de fé, e não como forma mágica e fenomenal de resolver
os anseios e interesses individualistas e “egolátricos” (o que fez o rei Acaz).
* Vivenciar a comunhão com Deus conforme Jesus Cristo manifestou,
ou seja, um Deus que age como pai e mãe – solidário, próximo, o Emanuel.
* Ressignificar o sentido das festividades e celebrações natalinas a
partir da proposta do reino de Deus, vivenciado e ensinado por Jesus. O
Emanuel está conosco; a vida necessita ser diferente. Como foi o Advento
que nós preparamos?
* Promover o Deus conosco nas celebrações da comunidade e no dia-a-dia das pessoas, imprescindivelmente, em situações de opressão e exploração.
Ou seja, em situações em que Deus não é reconhecido, como se não
estivesse presente, devido à indiferença humana ao Emanuel. Presença de
Deus que é graça e juízo, perdão e arrependimento, pão de cada dia e ação
de graças, salvação messiânica e transformação social.
3.4 – Tópicos para prédica
a – Trabalhar os espaços, os sinais e os momentos da vida, seja individual,
familiar ou comunitária, em que ouvimos a voz de Deus e reconhecemos
sua presença libertadora entre nós.
b – Refletir sobre o tipo de proteção, de segurança que Deus nos revela.
Algo que é construído na comunhão de fé, na partilha da vida ou em soluções
milagreiras e miraculosas.
c – A presença de Deus entre nós revela o cuidado do Emanuel para
com os sofridos e explorados; ou de outra maneira, beneficia grupinhos, minorias
que, alienadas da presença de Deus, exploram e oprimem a comunidade
de forma ativa (manipulação de poder, desvio dos repasses financeiros,
elitismo) e passiva (na conivência com o sofrimento e a exploração social).
d – O cumprimento da profecia do Emanuel em Jesus Cristo é algo
presente no viver comunitário e social da comunidade, ou estamos buscando
um Deus longínquo e distante? O que a vida de fé em Jesus Cristo, o Emanuel,
revela de forma clara e concreta em propostas e trabalhos pastorais na comunidade? Se o Emanuel está entre nós, quais são os sinais de sua presença
no viver da comunidade?
e – Trabalhar o significado e o sentido do Natal, conforme a tradição
bíblica e eclesial para a comunidade. Refletir sobre como foi a preparação
para a chegada do Natal; e também sobre o que o Natal traz todo ano para a
vida comunitária e cotidiana da fé. Relacionar o que a recordação do nascimento
de Jesus tem a ver com a correria e o consumismo do fim de ano. As
pessoas estão pensando no menino da manjedoura ou no preparo das festividades,
no planejamento de viagens e no orçamento, nas compras e mesas
fartas?
f – Reforçar a presença de Deus, o seu falar na tradição protestante da
Igreja da Palavra. Deus segue falando conosco nas celebrações, nos encontros,
nos estudos. Encontramo-nos porque Deus está falando conosco.
4 Contextualizações possíveis
4.1 – Dinâmica
Trabalhar a resposta da comunidade à presença e fala de Deus, ou o
Advento como preparação.
Objetivo: Promover a reflexão da comunidade em relação a seu
envolvimento e comprometimento na prática da fé e não apenas no assistir
as atividades. Vivemos o Natal, ou apenas comemoramos?
Material: Bolinha de isopor ou de plástico, giz, tubinho conta-gotas,
pedra, esponja, vasilha com água.
Desenvolvimento da dinâmica:
· Vasilha com água – representa a presença de Deus entre nós, podendo
ser mencionado o Batismo como nossa marca de que pertencemos
a Deus.
· Os objetos representam a vivência das pessoas, sua disposição para
ouvir e vivenciar a fala e a presença de Deus. (Colocar cada objeto
na vasilha com água, na ordem descrita.)
1. Bolinha de plástico – Não afunda, fica na superfície, quase não
absorve água e assim não compartilha.
2. Giz – Retém a água somente para si, mas não compartilha nada.
(Quebra o giz ao meio e mostra que está encharcado, mas não
pinga gota nenhuma.)
3. Tubinho – Enche-se de água somente para passar aos outros,
não guarda nada para si. (Demorar a encher. Derramar em gotinhas
e em esguicho.)
4. Pedra – Afunda rapidamente, não absorve a água que fica apenas
superficialmente.
5. Esponja – Absorve bastante água e, mesmo espremendo, ela
continua unida. Absorve, repassa e fica com um pouco para si.
(Torcer a esponja algumas vezes e passar para a comunidade,
mostrando a umidade.)
4.2 – Música
Anunciação (de Alceu Valença)
Na bruma leve das paixões que vem de dentro,
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal.
No teu cavalo peito nu cabelo ao vento,
E o sol quarando nossas roupas no varal.
Refrão: Tu vens, tu vens. Eu já escuto os teus sinais.
A voz do anjo sussurrou no meu ouvido,
E eu não duvido, já escuto os teus sinais.
Que tu virias numa manhã de domingo,
Eu te anuncio nos sinos das catedrais ... (refrão)
4.3 – Poema
O Natal precioso (de Olmiro Ribeiro Junior)
Mais uma vez chegou o Natal, as ruas enfeitadas esperam Papai Noel.
Luzes a brilhar, o pinheiro enfeitado, presépio que nos lembra o menino
de Belém.
Jesus nasceu, Ele está entre nós. O milagre da vida se renova no Natal.
O amor está no ar, enfeitando o nosso dia, as pessoas se encontram
com devoção e alegria.
Os sorrisos são constantes, os olhares são sinceros; no abraço sentimos
a paz que nos aquece.
A magia do Natal do Deus apaixonado nasceu na manjedoura para
estar ao nosso lado.
O precioso do Natal não está só nos enfeites, em Jesus Deus fez-se
humano. Este é o nosso presente.
Comunhão e muita paz, com esperança e a fé, Deus que nos acolhe,
este é nosso Natal.
A estrela que brilhou anunciando a salvação. O Emanuel sempre presente
é Jesus o nosso irmão.
5 Subsídios litúrgicos
Confissão de pecados:
Amado e bondoso Deus, queremos entregar nossas cargas a ti, que
insiste em falar conosco, em renovar e renascer a tua presença entre nós.
Oremos:
Perdoa-nos quando vivemos isolados, achando que sozinhos podemos
viver o teu amor. Perdoa-nos nosso egoísmo, indiferença, falta de compromisso
com a vivência do amor ao próximo e a fé em Ti.
Perdoa-nos por não ser solidários para com as pessoas que necessitam
de nós, para ter o pão na mesa, dignidade e esperança no viver diário.
Perdoa e transforma-nos em pessoas mais sensíveis à realidade que
nos cerca e em testemunhas de tua presença no mundo.
Oração:
Esperamos esperar contra toda incerteza, acreditamos que Ele há de
vir! Esperamos ver os filhos e as filhas de Deus como o Pai vê. O verdadeiro
amor lança fora o temor e é com esse espírito que queremos encerrar o Advento.
Esperamos descobrir de novo o sabor dos risos e de novo sair por aí a
passos largamente despreocupados, descobrindo mundos, horizontes, abrindo
estradas... Esperamos buscar pelo prazer de buscar... e nem tanto pelo
fato de encontrar, mas de ser encontrado.
É Advento, tempo de espera, tempo de preparo... Tempo de acreditar
que o Salvador veio e virá! Esperamos, esperar contra toda a incerteza, acreditamos
que Ele há de vir!
Assim, bondoso Deus, que a tua palavra e a comunhão da Ceia do
Senhor fortaleçam a fé no Emanuel, O Deus conosco. Amém. (Adaptado de
Vera Lúcia Chvatal)
Credo da solidariedade:
Creio em Deus, criador de tudo o que é bom, que me ama com amor
maior do que o de pai e cuida de mim com ternura maior do que a de mãe.
Creio em Jesus Cristo, amigo mais chegado do que irmão, que pagou
por mim a grande dívida e convidou-me para ser-lhe companheiro no cálice,
no pão, na cruz e na ressurreição, no Advento à espera do cristão irmão.
Creio no Espírito Santo, terno consolador, que me enxuga dos olhos as
lágrimas e me inspira nos lábios o sorriso.
Creio na comunidade de fé, mutirão de fiéis, trabalhadores e trabalhadoras
de um novo tempo, gestantes do novo céu e da nova terra.
Creio no reino pleno da vida abundante, na ressurreição dos corpos
oprimidos e desencantados, na eternidade do amor, da paz e da justiça e na
solidariedade divino-humana do Emanuel, o Deus conosco. Amém. (Adaptado
de Luiz Carlos Ramos)
Hinos:
Pronto para ouvir (HPD 379), Seu nome é Jesus Cristo (OPC 88), É preciso
parar (OPC 190), Por um pedaço de pão (HPD 405).
Bibliografia
CROATTO, José Severino. Composição e querigma do livro de Isaías. Revista
de Interpretação Bíblica Latino-Americana, v. 35/36. Petrópolis, 2000.
SCHMIDT, Werner H. Introdução ao Antigo Testamento. São Leopoldo: Sinodal,
1994.
BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.