Domingo, 04 de novembro de 2007
Solenidade de Todos os Santos

Primeira leitura: Apocalipse 7, 2-4.9-14
Estes alvejaram suas vestes no sangue de Cristo.
Salmo responsorial: Sl 23 (24), 1-2. 3-4ab. 5-6 (R. cf. 6)
Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó.
Segunda leitura: 1 João 3,1-3
Agora somos filhos de Deus.
Evangelho: Mateus 5, 1-12a
As Bem-aventuranças.

Hoje, comemoração litúrgica da solenidade de Todos os Santos, proclama-se o texto das bem-aventuranças para nos ensinar que somente vivem a fé cristã autêntica aqueles que acolhem inteiramente o projeto de Jesus, que é o reino de Deus. Reino que implica viver em caridade fraterna, justiça, igualdade, tratando-nos como irmãos, porque somos filhos de um mesmo Pai. Assim, construiremos uma sociedade nova.

As bem-aventuranças, expressão da vivência dos valores do Reino, não podem ser entendidas de forma individualista e pietista, ou numa prática intimista: eu sozinho com meu Deus.

Ao contrário, é no âmbito do comunitário que têm verdadeira razão de ser. Assim, por exemplo, a sentença: “bem-aventurados os que choram” não tem sentido caso se pretenda lhe dar um valor individual. Como também esta outra: “são felizes os que se compadecem”, quer dizer, aqueles que padecem junto ao outro, os que acompanham e compartilham o sofrimento do outro, e não ficam apenas com pena.

É no compartilhar a dor que se encontra a presença de Deus atuante na comunidade.
Tampouco podemos situar as recompensas e prêmios das bem-aventuranças como para serem realizadas depois da morte. O Reino com certeza há de ter lá sua plenitude, mas começa neste mundo; é para ser construído aqui, numa sociedade fraterna, onde seremos consolados, possuiremos a terra comunitária e seremos reconhecidos como filhos de Deus.

 

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